As meninas são todas como eu:
A guardar astros que serão bordados,
A recolher os olhos deslumbrados
Depois de uma viagem pelo Céu.
E vestem blusas para esperar a tarde
Que há-de surgir ao fundo da vereda
E crispam dedos de sonhar a seda
Que a tarde trouxe e na cantiga arde
Fincam os braços no chão do parapeito
E debruçam o corpo para a lua
E temem vultos negros pela rua
E sentem fogo a iluminar-lhe o peito
E deitam-se nas camas encantadas
E olham luar correndo nas campinas
E são felizes porque são meninas
E porque a vida as vai fazer mudadas…
Natércia Freire, Antologia Poetica
A guardar astros que serão bordados,
A recolher os olhos deslumbrados
Depois de uma viagem pelo Céu.
E vestem blusas para esperar a tarde
Que há-de surgir ao fundo da vereda
E crispam dedos de sonhar a seda
Que a tarde trouxe e na cantiga arde
Fincam os braços no chão do parapeito
E debruçam o corpo para a lua
E temem vultos negros pela rua
E sentem fogo a iluminar-lhe o peito
E deitam-se nas camas encantadas
E olham luar correndo nas campinas
E são felizes porque são meninas
E porque a vida as vai fazer mudadas…
Natércia Freire, Antologia Poetica
Sem comentários:
Enviar um comentário