O teu reflexo

Espreito para o teu reflexo em palavras desenhadas,
e deixo-me levar pelo prazer de te ser,
O incompleto deixa de existir,
Os pequenos pormenores tornam-te única em mim,
Espreito para um reflexo teu em olhares desenhados, trocamos sorrisos numa beleza só tua,
A paixão conjuga-se com o infinito do amor,
Partilhamos o respirar na forma mais pura de amar. ..

O Mar Fala de Ti

Mafalda Arnauth - O Mar Fala de Ti
Letra e música: Mafalda Arnauth
"Eu nasci nalgum lugar
Donde se avista o mar
Tecendo o horizonte
E ouvindo o mar gemer
Nasci como a água a correr
Da fonte
E eu vivi noutro lugar
Onde se escuta o mar
  Batendo contra o cais
Mas vivi, não sei porquê
Como um barco à mercê
Dos temporais.
Eu sei que o mar não me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Que te levei ao mar quando te vi
Eu sei que o mar não me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Quem dele se perdeu
Assim que te perdi.
Vou morrer nalgum lugar
De onde possa avistar
A onda que me tente
A morrer livre e sem pressa
Como um rio que regressa
Á nascente.
Talvez ali seja o lugar
Onde eu possa afirmar
Que me fiz mais humano
Quando, por perder o pé,
Senti que a alma é Um oceano..."

"Lullaby"

They didn't have you where I come from
Never knew the best was yet to come
Life began when I saw your face
And I hear your laugh like a serenade
How long do you want to be loved
Is forever enough, is forever enough
How long do you want to be loved Is forever enough
Cause I'm never, never giving you up I slip in bed when you're asleep
To hold you close and feel your breath on me
Tomorrow there'll be so much to do
So tonight I'll drift in a dream with you
How long do you want to be loved Is forever enough, is forever enough
How long do you want to be loved
Is forever enough
Cause I'm never, never giving you up
As you wander through this troubled world
In search of all things beautiful
You can close your eyes when you're miles away And hear my voice like a serenade
How long do you want to be loved
Is forever enough, is forever enough
How long do you want to be loved
Is forever enough
Cause I'm never, never giving you up
How long do you want to be loved
Is forever enough, is forever enough
How long do you want to be loved
Is forever enough
Cause I'm never, never giving you up
Is forever enough
Cause I'm never, never giving you up
Dixie Chicks

Há dias

Há dias em que a alma nos rói os ossos e em que as pessoas são feras e os minutos são punhais.
Dias em que o mar tem fogo
Dias que não existem
MUDO TUDO
Abrigo-me de ti de mim
 não sei há dias em que fujo e que me evado
há horas em que a raiva não sequei n
em a inveja rasguei ou a desfaço
Há dias em que nego e outros onde nasço
há dias só de fogo e outros tão rasgados
Aqueles onde habito com tantos dias vagos.

(Abrigo - Maria Teresa Horta)

In and out of love

A Ema adorou... Voz poderosa...
Armin van Buuren ft. Sharon den Adel - In And Out of Love
See the mirror in your eyes
See the truth behind your lies
Your lies are haunting me
See the reason in your eyes
Giving answer to the why
Your eyes are haunting me
Falling in and out of love in love, in love
Falling in and out of love your love, your love
See the mirror in your eyes see the truth behind your lies
Your lies are haunting me see the reason in your eyes
Giving answer to the why
Your eyes are haunting me
Falling in and out of love in love, in love
Falling in and out of love your love, your love in love in love in love Why can't you see it?
Why can't you feel?
In and out of love each time
Why can't you feel it?
Why can't you see it?
In and out of love
You keep keep runnin' I keep keep fallin'
Let it fade away. Away away away away
Oh let it fade away

De noite


Quando fecho os olhos, sinto as respirações doces que se espalham pelo resto da casa: a Ema, o pai dela, o meu cão…
Nessa altura, oiço os ruídos da cidade, o meigo e lento caminhar do verão que se aproxima, quente como um feitiço, o cheiro das flores e da noite, vozes lá de fora que cá só chegam em eco.
Então atacam-me medos infundados de fados e desgraças. Receios insustentáveis de infortúnio e de perdas. Tão grandes que não os escrevo aqui, não vão as letras formar palavras que a mão que embala o berço dos nossos destinos possa ouvir.
Nessa altura fico muda e quieta, muito quietinha, debaixo dos lençóis. Estendo mentalmente os meus braços, as minhas pernas e as minhas asas protectoras sobre quem dorme por perto, esperando que a dor nunca contemple os seus rostos.

Clã - amigos de quem

Lá voltaste a puxar para ti o lençol
Como que a privar meus sonhos do último raio de sol
Amigos são sobras do tempo
Que enrolam seu tempo à espera de ver
O que não existe acontecer
Mas teimas em riscar o fim do meu chão
Nunca medes a distância
Dos passos à razão
Meus votos são claros na forma
Desejo-te o mesmo que guardo p'ra mim
E o que não existe não tem fim
É só dizer e volto a mergulhar
Voltar a ler não é morrer é procurar
Não vai doer mais do que andar assim a fugir
Deixa-te entrar para tentar ou destruir
Mas quem te ouviu falar
Pensou tudo vai bem
Só que alguém vestiu a pele
Que nunca serve a ninguém
E a dúvida está do meu lado
  Mas eu não consigo olhá-la e achar
Ser esse o lado em que ela deve estar
Erguemos um grande castelo
Mas não nos lembramos bem para quê
E é essa a verdade que se vê
É só dizer e volto a mergulhar
Voltar a ler não é morrer é procurar
Não vai doer mais do que andar assim a fugir
Deixa-te entrar para tentar ou destruir
Mas sem fingir
Sem fingir
Sem desistir

Confidência


(Porque hoje é um dia especial para o nosso amor)
Diz o meu nome pronuncia-o como se as sílabas te queimassem os lábios
sopra-o com a suavidade de uma confidência
para que o escuro apeteça
para que se desatem os teus cabelos para que aconteça

Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar sem tempo nem contorno
Porque apenas para os teus olhos sou gesto e cor e dentro de ti me recolho ferido
exausto dos combates em que a mim próprio me venci

Porque a minha mão infatigável procura o interior
 e o avesso da aparência
porque o tempo em que vivo morre de ser ontem
e é urgente inventar outra maneira de navegar
outro rumo
outro pulsar para dar esperança aos portos que aguardam pensativos

No húmido centro da noite diz o meu nome
como se eu te fosse estranho
como se fosse intruso
para que eu mesmo me desconheça e me sobressalte
quando suavemente pronunciares o meu nome

Mia Couto

Dorme meu amor


Dorme, meu amor,
que o mundo já viu morrer mais este dia
e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.

Fecha os olhos agora e sossega o pior já passou há muito tempo; e o vento amaciou;
e a minha mão desvia os passos do medo.
Dorme, meu amor a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que adormeceres.

Mas nada temas: as suas asas de sombra não hão-de derrubar-me
eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo.
Fecha os olhos agora e sossega a porta está trancada;
e os fantasmas da casa que o jardim devorou andam perdidos nas brumas que lancei ao caminho.
Por isso, dorme, meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e nada temas:
eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão,
já olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
 de guarda aos pesadelos a noite é um poema que conheço de cor
e vou cantar-to até adormeceres.

Maria do Rosário Pedreira

Fácil...


Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Carlos Drummond de Andrade, Fácil é

Braille

Leio o amor no livro da tua pele;
demoro-me em cada sílaba, no sulco macio das vogais,
num breve obstáculo de consoantes, em que os meus dedos penetram, até chegarem ao fundo dos sentidos.
Desfolho as páginas que o teu desejo me abre,
ouvindo o murmúrio de um roçar de palavras que se juntam,
 como corpos, no abraço de cada frase.
 E chego ao fim para voltar ao princípio,
 decorando o que já sei,
 e é sempre novo quando o leio na tua pele.
Nuno Júdice

Que nunca caiam as pontes entre nós...

(Seria difícil escolher a minha música preferida do Pedro Abrunhosa, mas cá vai esta. Para o pai da Ema)

Eu tenho o tempo
Tu tens o chão
Tens as palavras
Entre a luz
E a escuridão...
Eu tenho a noite
E tu tens a dor
Tens o silêncio
Que por dentro
Sei de cor...
E eu e tu
Perdidos e sós
Amantes distantes
Que nunca caiam
As pontes entre nós...
Eu tenho o medo
Tu tens a paz
Tens a loucura
Que a manhã
Ainda te traz...
Eu tenho a terra
Tu tens as mãos
Tens o desejo
Que bata em nós
Um coração...
E eu e tu
Perdidos e sós
Amantes distantes
Que nunca caiam
As pontes entre nós...

Pedro Abrunhosa
http://www.youtube.com/watch?v=Kbeg7DBp1z4&feature=related

Sempre Para Sempre

"Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal amor,
Sem amor
O amor tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
Acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre , para sempre."

Donna Maria

Viver...


"Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidades eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora."

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim como em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
(Fernando Pessoas)
Para a minha irmã P. pelos seus vinte aninhos. ..
Imgem: quadro de Gustav Klimt- "The tree of life"

Se não estivesses

Se não estivesses, se a concha dos teus dedos não fizesse vibrar em mim, gota a gota, a tua voz, se não esticasses os braços sobre um qualquer espaço que nunca será nosso, se o teu sorriso agora distendido não se mostrasse todo nos gestos do amor, se a tua mão não procurasse a minha, ou os meus dedos não pudessem, ainda que ao de leve, tocar a ponta frágil dos teus cabelos escuros, se eu não encontrasse em ti o meu olhar, às vezes, quando finjo que não vejo o teu olhar em mim, se os dias não fossem confortados com a ideia de que existes sensivelmente existes, e que, por isso, de alguma forma, eu sou em ti a minha forma de existir - estas palavras, as frases que as expõem, o poema em que tudo se articula, no íntimo sentido que só existe dentro do poema, tudo o que é e, ainda, o que possa caber em nós, secretamente, seria uma triste passagem pelo que resta e nem os meus olhos, e nem as minhas lágrimas diriam o que dizem; porque a mão que escreve, o seu último argumento, está na concha dos teus dedos e no gemido que atraiçoa a tua voz.

António Mega Ferreira (Escritor e Jornalista português, 1949- )

Para dormires, minha princesa

Creed – Lullaby
Hush my love now don't you cry
Everything will be all right
Close your eyes and drift in dream
Rest in peaceful sleep
If there's one thing I hope I showed you

Hope I showed you Just give love to all
Oh my love... in my arms tight
Every day you give me life
As I drift off to your world
Rest in peaceful sleep
I know there's one thing that you showed me
That you showed me
Just give love to all
Let's give love to all
Just give love to all
et's give love to all
Just give love to all

Let's give love to all

http://www.youtube.com/watch?v=cVbZmCQT6Ec&feature=related

Porque amanhã é dia de S. Valentim...

"Fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor. Eu sei exactamente o que é o amor. O amor é saber que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer. O amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte de nós que não é nossa. O amor é sermos fracos. O amor é ter medo e querer morrer. "
José Luís Peixoto

Ema e N.: morria por vós!

Poema aos olhos da amada

Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe dos breus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus... Ó minha amada
Que olhos os teus
Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas era
Nos olhos teus.
Ah, minha amada
De olhos ateus
Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus.

Vinicius de Moraes, Antologia Poética
Foto: Os olhos da Ema

A Ema ainda não viu o mar


Tinha para ti uma carta de areia,
restos de Agosto em palavras de luz,
pequenas letras mágicas, desmedidas
que ficaram das maresias soltas
e do teu rosto de menina doce
a chamar-me do vento.
Tinha para ti um pedaço de tempo,
um rosto grego de estátua perfeita, uma canção
eufórica vinda dos dias nascidos do mar,
da minha voz macia que arde e que te canta,
presa ao som das algas coladas à areia,
onde secam, perdidos, os meus olhos.
Para ti, a alma de azul
e qualquer coisa mais
que escrevi na areia como se fosse eterna.

Para os meus amores

Para Viver Um Grande Amor
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor. Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor. Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor. Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor. Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor. É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor... Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor? Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor. É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor. Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
Vinicius de Moraes Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.

Poema

Quero que o meu poema fale de barcos e de azul, fale do mar e do corpo que o procura, fale de pássaros e do céu em que habitam. Quero um poema puro, limpo do lixo das coisas banais, das contaminações de quem só olha para o chão; um poema onde o sublime nos toque, e o poético seja a palavra plena.
Nuno Júdice, A Matéria do Poema

Mensagem para o novo ano

SÍSIFO *
Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da ventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga, Diário XIII

* A estória de Sisifo, personagem da mitologia grega, é longa, mas resumidamente: os deuses condenaram Sísifo a incessantemente rolar uma rocha até o topo de uma montanha, de onde a pedra cairia de volta devido ao seu próprio peso.