a tua fragilidade acesa sempre altiva
Por ti eu sou a leve segurança de um peito
que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata
Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar
Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto
António Ramos Rosa, O Teu Rosto(1994)
Escolho as palavras, A poesia, A música. As pequenas coisas. Tudo o que eu amo... Enquanto espero por ti.
É por ti que vivo, é por ti que nasço
Amo o teu túmido candor de astro
a tua pura integridade delicada
a tua permanente adolescência de segredo
a tua fragilidade acesa sempre altiva
Por ti eu sou a leve segurança de um peito
que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata
Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar
Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto
António Ramos Rosa, O Teu Rosto(1994)
a tua fragilidade acesa sempre altiva
Por ti eu sou a leve segurança de um peito
que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata
Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar
Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto
António Ramos Rosa, O Teu Rosto(1994)
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Poemas portugueses
Um filme que eu gostei muito
"Não há muitos momentos claramente marcados na tua vida, mas ocasionalmente eles surgem, e tu tens uma escolha. Podes fazer as coisas sempre da mesma maneira, ou podes tomar uma decisão melhor. Tens que ser capaz de reconhecer o momento, e agir sobre ele, com o risco de dizer mais tarde, " Tudo poderia ter sido diferente." Se estiveres disposto a fazer uma escolha difícil, poderás modificar a tua vida."
Lance Armstrong, "Every Second Counts" Dois poemas
Eternity
He who binds to himself a joy
Does the winged life destroy;
But he who kisses the joy as it flies
Lives in eternity’s sun rise.
Eternidade
Aquele que guarda para si mesmo uma alegria
Destrói a vida alada;
Mas aquele que beija a alegria enquanto ela voa
Vive no nascer do sol da eternidade.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
To see a world in a grain of sand,
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour.
Ver o mundo num grão de areia,
E o céu numa flor selvagem,
Segura o infinito na palma da tua mão ,
e a eternidade numa hora.
William Blake (1757 – 1827) Auguries of Innocence
Foto: www.ollhares.com
A Tua Presença
A tua presença
Entra pelos sete buracos da minha cabeça
A tua presença
Pelos olhos, boca, narinas e orelhas
A tua presença
Paralisa meu momento em que tudo começa
A tua presença
Desintegra e atualiza a minha presença
A tua presença
Envolve meu tronco, meus braços e minhas pernas
A tua presença
É branca verde, vermelha azul e amarela
A tua presença
É negra, negra, negra, negra, negra,
negra, negra, negra, negra,
A tua presença
transborda pelas portas e pelas janelas
A tua presença
Silencia os automóveis e as motocicletas
A tua presença
Se espalha no campo derrubando as cercas
A tua presença
É tudo que se come, tudo que se reza
A tua presença
Coagula o jorro da noite sangrenta
A tua presença
É a coisa mais bonita em toda a natureza
A tua presença
Mantém sempre teso o arco da promessa
A tua presença
morena, morena, morena,
morena, morena, morena, morena.
Caetano Veloso e Gilberto Gil
A tua presença
É branca verde, vermelha azul e amarela
A tua presença
É negra, negra, negra, negra, negra,
negra, negra, negra, negra,
A tua presença
transborda pelas portas e pelas janelas
A tua presença
Silencia os automóveis e as motocicletas
A tua presença
Se espalha no campo derrubando as cercas
A tua presença
É tudo que se come, tudo que se reza
A tua presença
Coagula o jorro da noite sangrenta
A tua presença
É a coisa mais bonita em toda a natureza
A tua presença
Mantém sempre teso o arco da promessa
A tua presença
morena, morena, morena,
morena, morena, morena, morena.
Caetano Veloso e Gilberto Gil
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Poema-Canção
"Poema enjoadinho"
"Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insónia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!!
Como os queremos
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insónia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!!
Vinícius de Moraes, Antologia Poética
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Vinicius
I can't keep my eyes off of you
Lifehouse - You and me

you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to lose
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you
you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to prove
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you
what day is it
and in what month
this clock never seemed so alive
http://www.youtube.com/watch?v=zPsQWT7d0iM
Fronteiras da alma
"Eu não possuo o meu corpo - como posso eu possuir com ele? Eu não possuo a minha alma - como posso possuir com ela? Não compreendo o meu espírito - como através dele compreender?
Não possuímos nem o corpo nem uma verdade - nem sequer uma ilusão. Somos fantasmas de mentiras, sombras de ilusões, e a nossa vida é oca por fora e por dentro.
Conhece alguém as fronteiras à sua alma, para que possa dizer - eu sou eu?
Mas sei que o que eu sinto, sinto-o eu.
Quando outrem possui esse corpo, possui nele o mesmo que eu? Não. Possui outra sensação.
Possuímos nós alguma coisa? Se nós não sabemos o que somos, como sabemos nós o que possuímos?"
(...) Bernardo Soares (Fernando Pessoa), O Livro do Desassossego
Um dia de chuva
"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem, cada um como é."
Alberto Caeiro
"Eram dias de chuva e tempestade, aqueles, mas ainda assim tinham o seu encanto. A sala estava triste e acolhedora. A chuva e o frio lá fora tornavam-na mais amigável. As folhas amarelas e vermelhas ardiam, reluziam febrilmente no cinzento enevoado da paisagem. As folhas das cerejeiras eram de um vermelho de fogo, de ferida e dor, mas eram belas, e por isso traziam uma alegria reconciliadora. Muitas vezes as árvores e os campos pareciam cobertos por véus e lençóis de água, acima e abaixo, ao longe e ao perto, tudo era cinzento e molhado. Atravessar aquela paisagem era como caminhar por um sonho turvo. E, porém, este tempo e esta espécie de mundo eram uma expressão de uma serenidade secreta. Cheirava-se as árvores ao passar por elas, ouvia-se os frutos maduros que caíam nos campos e pelo caminho. Tudo parecia mergulhado num silêncio duas e três vezes maior. Os ruídos pareciam dormir ou ter medo do seu som. Cedo pela manhã ou à noitinha ressoava sobre o lago o silvo arrastado das sereias de nevoeiro que avisavam os barcos lá fora. Pareciam os ganidos de animais desamparados. Sim, havia bastante nevoeiro. Pelo meio surgia um ou outro dia bonito. E havia também dias, dias exemplares de Outono, que não eram bonitos nem feios, nem particularmente amigáveis nem particularmente tristes, nem soalheiros nem sombrios, antes dias que se mantinham igualmente claros e escuros de manhã à noite, em que a imagem do mundo era a mesma às quatro da tarde ou às onze da manhã, em que tudo permanecia tranquilo e ouro velho e um pouco aflito, em que as cores se recolhiam e sonhavam para si mesmas."
Robert Walser, O Ajudante, 2006
Belos os dias em que chove lá fora e estou aninhada nos vossos braços...
(Mais uma foto tirada pelo pai da Ema)
I carry your heart/Trago o teu coraçao
Para a Ema e o pai dela
i carry your heart with me
i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate(for you are my fate, my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)
(e.e.cummings)
i carry your heart with me
i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate(for you are my fate, my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)
(e.e.cummings)
Trago o teu coração comigo
(levo-o dentro do meu coração)
Nunca estou sem ele
(onde quer que vá, tu vais comigo, minha querida;
e o que quer que eu faça, é obra tua, meu amor)
Não temo destino algum
(porque tu és o meu destino, meu doce)
Não quero nenhum mundo
(porque, minha maravilha, tu és o meu mundo,
a minha verdade)
és tudo aquilo que a lua sempre significou
e tudo o que um sol sempre cantará
Eis o segredo mais profundo que ninguém sabe
(eis a raiz da raiz e o rebento do rebento,
o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais além do que a alma pode esperar
ou do que a mente possa esconder)
esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas
Levo o teu coração (levo-o no meu coração)
" Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero. [...]
Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir.
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.
A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me,
Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge,
Desta entrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso,
Desta turbulência tranquila de sensações desencontradas,
Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada,
Deste desassossego no fundo de todos os cálices,
Desta angústia no fundo de todos os prazeres,
Desta sociedade antecipada na asa de todas as chávenas,
Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei.
[...] Fui educado pela Imaginação,
Viajei pela mão dela sempre,
Amei, odiei, falei, pensei sempre por isso,
E todos os dias têm essa janela por diante,
E todas as horas parecem minhas dessa maneira. "
Álvaro de Campos, Passagem das Horas
Imagem: Salvador Dalí, Explosão
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Poemas portugueses
Inscrição
"Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar."
Sophia de Mello Breyner Andresen
Foto: Oceanário - 2006
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Poemas portugueses
Estrelas
"- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para os viajantes, as estrelas são guias. Para outros, não passam de luzinhas. Para outros, os cientistas, são problemas. Para o meu homem de negócios, eram outro. Mas todas essas estrelas estão caladas. Tu, tu vais ter estrelas como mais ninguém. - À noite pões-te a olhar para o Céu e, como eu moro numa delas, como eu me estou a rir numa delas, para ti, é como se todas as estrelas se rissem! Vais ser a única pessoa do mundo que tem estrelas capazes de rir!”...
Saint-Exupéry, in O Principezinho
Ficar (Canção de embalar)
Ah se eu pudesse não partir
Eu ficava aqui, contigo
Se eu pudesse não querer descobrir...
Ah se eu pudesse não escolher,
Eu juro, era este o meu abrigo
Se eu pudesse não saber
que há mais...
Mas como pode a lua não querer o céu?
Como pode o mar não querer o chão?
Como pode a vontade acalmar o desejo?
Como posso eu ficar?
Letra: Margarida Pinto (Apontamento) - O álbum dos sonhos...
Jason Marz "Life Is Wonderful"
It takes a crane to build a crane
It takes two floors to make a story
It takes an egg to make a hen
It takes a hen to make an egg
There is no end to what I'm saying
It takes a thought to make a word
And it takes some words to make an action
It takes some work to make it work
It takes some good to make it hurt
It takes some bad for satisfaction
La la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la la la life goes full circle
Ah la la la la la la life is wonderful
It takes a night to make it dawn
And it takes a day to make you yawn brother
And it takes some old to make you young
It takes some cold to know the sun
It takes the one to have the other
And it takes no time to fall in love
But it takes you years to know what love is
It takes some fears to make you trust
It takes those tears to make it rust
It takes the dust to have it polished
Ha la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la la la life goes full circle
Ah la la la la la la life is so full of
Ah la la la la la la life is so rough
Ah la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la la la life goes full circle
Ah la la la la la la life is our love
Ah la la la la la
It takes some silence to make sound
It takes a loss before you found it
And it takes a road to go nowhere
It takes a toll to make you care
It takes a hole to make a mountain
Ah la la la la la la life is wonderful
Ah la la la la la la life goes full circle
Ha la la la la la life is wonderful
Ha la la la la la life is meaningful
Ha la la la la la life is wonderful
Ha la la la la la life it is...so... wonderful
It is so meaningful
It is so wonderful
It is meaningful
It is wonderful
It is meaningful
It goes full circle
Wonderful
Meaningful
Full circle
Wonderful
(dedicada ao pai da Ema, autor das fotos)
Rimas...
Superwoman
(Para todas as super-mulheres deste mundo - e há muitas. Eu e a Ema incluídas.
E para os super-homens especiais que padecem com as nossas angústias e labutas diárias mas que nos acompanham fielmente com carinho, tolerância e bom humor. )
Alicia Keys - Superwoman
Everywhere I’m turning
Nothing seems complete
I stand up and I’m searching
For the better part of me
I hang my head from sorrow (so much)
State of humanity (And so)
I wear it on my shoulders
Gotta find the strength in me
Cause I am a Superwoman
Yes, I am (Yes, she is)
Even when I’m a mess
I still put on a vest
With an S on my chest,Oh, yes
I’m a Superwoman (that’s right)
(This is for) For all the mothers fighting
For better days to come (the’re coming)
And all my women, all my women sitting here trying
To come home before the sun
And all my sisters
Coming together
Say yes, I will, yes, I can (what’s that)
Cause I am a Superwoman
Yes, I am,Yes, she is
Even when I’m a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes, I’m a Superwoman
When I’m breaking down
And I can’t be found
And I start to get weak
Cause no one knows
Me underneath these clothes
But I can fly, we can fly
Cause I am a Superwoman
Yes, I am, yes, she is
Even when I’m a mess
I still put on a vest
With an S on my chest,
Alicia Keys - Superwoman
Everywhere I’m turning
Nothing seems complete
I stand up and I’m searching
For the better part of me
I hang my head from sorrow (so much)
State of humanity (And so)
I wear it on my shoulders
Gotta find the strength in me
Cause I am a Superwoman
Yes, I am (Yes, she is)
Even when I’m a mess
I still put on a vest
With an S on my chest,Oh, yes
I’m a Superwoman (that’s right)
(This is for) For all the mothers fighting
For better days to come (the’re coming)
And all my women, all my women sitting here trying
To come home before the sun
And all my sisters
Coming together
Say yes, I will, yes, I can (what’s that)
Cause I am a Superwoman
Yes, I am,Yes, she is
Even when I’m a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes, I’m a Superwoman
When I’m breaking down
And I can’t be found
And I start to get weak
Cause no one knows
Me underneath these clothes
But I can fly, we can fly
Cause I am a Superwoman
Yes, I am, yes, she is
Even when I’m a mess
I still put on a vest
With an S on my chest,Oh, yes, I’m a Superwoman
(...)
http://www.youtube.com/watch?v=xK8t0gP4isE
Imagens: pinturas "Esperança I (detalhe) e II" de Gustav Klimt
O meu amor
O meu amor tem lábios de marfim
E jóias no seu peito
E é o meu refúgio
O meu alento, o meu abrigo.
O meu amor é macio,
É manga, é pêssego, incenso.
Aninha-me nos braços,
Mima-me com a lua,
Oferece-me a dádiva do céu,
O seu peito, o seu âmago,
A sua alma.
O meu amor tem corpo de onda,
Balança e prende-se a mim,
À areia entrecortada pelo vento,
Baloiça, rebola,
Macio, quente, sentido.
O meu amor é delícia, é amêndoa,
Certeza, inspiração.
A minha casa.
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Amor,
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Poemas da AEN
Eternamente (um dos mais belos textos que ja li)
Escrevi o teu nome e o teu número de telefone numa página da agenda do mês de Fevereiro. E, ao escrevê-lo, sabia que era uma despedida, mas todo o mês de Março nos arrastámos na despedida, como caranguejos na maré vazia. Sem ti, lancei outras raízes, construí pátios e terraços, fontes cujo som deveria apagar todos os silêncios, plantei um pomar com cheiro a damasco, mandei fazer um banco de cal à roda de uma árvore para olhar as estrelas do céu, um caminho no meio do olival por onde o luar pousaria à noite, abóbodas de tijolo imaginadas pelo mais sábio dos arquitectos e até teias de aranha suspensas no tecto, como se vigiassem a passagem do tempo.
Nada disso tu viste, nada te contei, nada é teu. Sozinhos, eu e a aranha pendurada na sua teia, contemplámo-nos longamente, como quem se descobre, como quem se recolhe, como quem se esconde. Foi assim que vi desfilar os anos, as paredes escurecendo, um pó de tijolo pousando entre as páginas dos mesmos livros que fui lendo, repetidamente. Heathcliff e Catarina Linton destroçados outra vez pela minúcia do tempo.
Como explicar-te como tudo isto se te tornou alheio, como tudo te pareceria agora estranho, como nada do que foi teu vigia o teu hipotético regresso? Ulisses não voltará a Ítaca e Penélope alguma desfará de noite a teia que te teceste.
E arranquei a página da agenda com o teu nome e o teu número de telefone. Veio a seguir Abril e depois o Verão. Vi nascer a flor da tremocilha e das buganvílias adormecidas, vi rebentar o azul dos jacarandás em Junho, vi noites de lua cheia em que todos os animais nocturnos se chamavam rãs, corujas e grilos, e um espesso calor sobre a devassidão da cidade. E já nada disto, juro, era teu.
E foi assim que descobri que todas as coisas continuam para sempre, como um rio que corre ininterruptamente para o mar, por mais que façam para o deter.
Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas.
Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido.
Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.
E a tua voz ouço-a agora, vinda de longe, como o som do mar imaginado dentro de um búzio. Vejo-te através da espuma quebrada na areia das praias, num mar de Setembro, com cheiro a algas e a iodo. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas ilusões de que tudo podia ser meu para sempre.
Não te Deixarei Morrer, David Crockett, de Miguel Sousa Tavares
Escrever
"Eu sei porque escrevo.
Escrevo.
É ainda uma forma de sonhar.
De me defender. De me equilibrar. De inventar a vida a partir de mim própria.
Escrever sempre foi uma urgência. Um excesso.
Um pouco, também, um acto de magia.
E sem duvida que de criação."
Maria Teresa Horta
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Literatura,
Maria Teresa Horta,
poemas
Há Tanto Tempo (Espero Por Ti)
Há tanto tempo espero por ti
na solidão do meu lugar
vem aquecer-me a cama
traz flores para o jantar
Sempre habitaste o meu coração és a razão do meu fervor mas não te vejo a cara não sinto o teu calor
Podes contar ao mundo como eu te procurei quando me for embora diz que te encontrei
Mesmo que tu não sejas real ou sejas quem eu não previ hei-de inventar-te sempre hei-de esperar por ti
Podes contar ao mundo como eu te procurei quando me for embora diz que te encontrei
Jorge Palma, do álbum Norte (2004)
Sempre habitaste o meu coração és a razão do meu fervor mas não te vejo a cara não sinto o teu calor
Podes contar ao mundo como eu te procurei quando me for embora diz que te encontrei
Mesmo que tu não sejas real ou sejas quem eu não previ hei-de inventar-te sempre hei-de esperar por ti
Podes contar ao mundo como eu te procurei quando me for embora diz que te encontrei
Jorge Palma, do álbum Norte (2004)
Sabedoria...
Um velho índio descreveu certa vez os seus conflitos internos.
“Dentro de mim existem dois cãezinhos: um deles é cruel e mau e o outro é muito bom e dócil. Estão sempre a lutar entre eles. “
Quando lhe perguntaram qual dos dois cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, reflectiu e respondeu:
“Aquele que eu alimentar.”
Não consigo tirar os olhos de ti, filha...
E então foi assim, Ema:
Um dia o pai e a mãe foram ao cinema. Havia vários filmes e a mãe escolheu um chamado Closer. Mal começou, foi arrebatador… Uma canção inesquecível, daquelas que nos tocam bem fundo e nos fazem dançar a alma, com umas belas imagens à mistura. Era o começo de qualquer coisa. O certo é que depois, ao longo do filme, o papá reclamou da escolha mas a mamã ficou com a sensação que aquelas histórias poderiam ter-lhe acontecido. Na vida como o amor, nunca estamos isentos de dificuldades, de dores, de culpa, de magia e de alegria passageiras. De facto, quanto mais perto chegamos de alguém, maior a probabilidade de nos magoarmos. Mas será que valeria a pena viver as coisas de outro modo? Tenho a certeza que não. O amor verdadeiro está inerente a essa possibilidade ou não seria tão intenso. De qualquer forma, ficou a canção. Hoje é uma das favoritas do teu pai e ajudou-o/-me a descobrir as outras belas melodias de Damien Rice. Esta era a canção:
The Blower's Daughter
And so it is Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes..
. Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
Damien Rice
Um dia o pai e a mãe foram ao cinema. Havia vários filmes e a mãe escolheu um chamado Closer. Mal começou, foi arrebatador… Uma canção inesquecível, daquelas que nos tocam bem fundo e nos fazem dançar a alma, com umas belas imagens à mistura. Era o começo de qualquer coisa. O certo é que depois, ao longo do filme, o papá reclamou da escolha mas a mamã ficou com a sensação que aquelas histórias poderiam ter-lhe acontecido. Na vida como o amor, nunca estamos isentos de dificuldades, de dores, de culpa, de magia e de alegria passageiras. De facto, quanto mais perto chegamos de alguém, maior a probabilidade de nos magoarmos. Mas será que valeria a pena viver as coisas de outro modo? Tenho a certeza que não. O amor verdadeiro está inerente a essa possibilidade ou não seria tão intenso. De qualquer forma, ficou a canção. Hoje é uma das favoritas do teu pai e ajudou-o/-me a descobrir as outras belas melodias de Damien Rice. Esta era a canção:
The Blower's Daughter
And so it is Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes..
. Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
Damien Rice
Pergunta-me
Pergunta-me
se ainda és o meu fogo
se acendes ainda
o minuto de cinza
se despertas
a ave magoada
que se queda
na árvore do meu sangue
Pergunta-me se o vento não traz nada se o vento tudo arrasta se na quietude do lago repousaram a fúria e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me se te voltei a encontrar de todas as vezes que me detive junto das pontes enevoadas e se eras tu quem eu via na infinita dispersão do meu ser se eras tu que reunias pedaços do meu poema reconstruindo a folha rasgada na minha mão descrente
Qualquer coisa pergunta-me qualquer coisa uma tolice um mistério indecifrável simplesmente para que eu saiba que queres ainda saber para que mesmo sem te responder saibas o que te quero dizer
Pergunta-me se o vento não traz nada se o vento tudo arrasta se na quietude do lago repousaram a fúria e o tropel de mil cavalos
Pergunta-me se te voltei a encontrar de todas as vezes que me detive junto das pontes enevoadas e se eras tu quem eu via na infinita dispersão do meu ser se eras tu que reunias pedaços do meu poema reconstruindo a folha rasgada na minha mão descrente
Qualquer coisa pergunta-me qualquer coisa uma tolice um mistério indecifrável simplesmente para que eu saiba que queres ainda saber para que mesmo sem te responder saibas o que te quero dizer
- Mia Couto -
Pieces of wisdom (de um dos meus autores de eleição)
- Viver é a coisa mais rara do mundo - a maioria das pessoas apenas existe.
- As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos.
- Amar é ultrapassarmo-nos.
- A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.
- Um homem que não pensa pela sua própria cabeça, pura e simplesmente não pensa.
- A essência do pensamento, tal como a essência da vida, é o crescimento.
- Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.
Oscar Wilde
Foto da autoria do pai da Ema
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