Quando fecho os olhos, sinto as respirações doces que se espalham pelo resto da casa: a Ema, o pai dela, o meu cão…
Nessa altura, oiço os ruídos da cidade, o meigo e lento caminhar do verão que se aproxima, quente como um feitiço, o cheiro das flores e da noite, vozes lá de fora que cá só chegam em eco.
Então atacam-me medos infundados de fados e desgraças. Receios insustentáveis de infortúnio e de perdas. Tão grandes que não os escrevo aqui, não vão as letras formar palavras que a mão que embala o berço dos nossos destinos possa ouvir.
Nessa altura, oiço os ruídos da cidade, o meigo e lento caminhar do verão que se aproxima, quente como um feitiço, o cheiro das flores e da noite, vozes lá de fora que cá só chegam em eco.
Então atacam-me medos infundados de fados e desgraças. Receios insustentáveis de infortúnio e de perdas. Tão grandes que não os escrevo aqui, não vão as letras formar palavras que a mão que embala o berço dos nossos destinos possa ouvir.
Nessa altura fico muda e quieta, muito quietinha, debaixo dos lençóis. Estendo mentalmente os meus braços, as minhas pernas e as minhas asas protectoras sobre quem dorme por perto, esperando que a dor nunca contemple os seus rostos.
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