Tinha para ti uma carta de areia,
restos de Agosto em palavras de luz,
pequenas letras mágicas, desmedidas
que ficaram das maresias soltas
e do teu rosto de menina doce
a chamar-me do vento.
Tinha para ti um pedaço de tempo,
um rosto grego de estátua perfeita, uma canção
eufórica vinda dos dias nascidos do mar,
da minha voz macia que arde e que te canta,
presa ao som das algas coladas à areia,
onde secam, perdidos, os meus olhos.
Para ti, a alma de azul
e qualquer coisa mais
que escrevi na areia como se fosse eterna.
2 comentários:
Na altura, teve o valor da eternidade.
É isso que conta.
Cumprimentos meus.
tão lindo...arrepiei-me com o amor que se solta deste poema...e a Ema terá um amor eterno certamente
beijos e bom fds
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