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Então foi assim: o papa e a mamã decidiram que estava na hora de fazer um ninho. Então, uniram as asinhas muito juntas, tão juntinhas que se sentia o calor dos seus corpos, assim, como se estivessem a namorar ou a contar um segredo bem secreto um ao outro e….. lá esta, saiu uma sementinha que ficou posta bem dentro da mamã como um tesouro.
O papá e a mamã não sabiam qual a forma do ovo, se seria colorido e oval ou se seria opaco e redondo. Também não sabia se iria ser um passarinho jovem, esbelto e reguila que se atiraria de frente para a vida ou se do ovo sairia uma águia altiva, se pescoço esguio e mente aberta, aquelas que sobrevoam alto e enfrentam as tempestades.
Também não imaginavam que do seu ovo poderia sair uma gaivota alva, de asas compridas, pronta para as marés e os marinheiros. E se fosse um piriquito… também não havia problema.
Há aves pequenas mas vivas, ágeis, alegres e que espraiam alegria à sua volta.
Nada disso importava. Seria uma ave forte, residente, bela, bondosa e de olhos a brilhar. Teria a inteligência emocional da mamã e a robustez de espírito e a sensatez prática do papa.
Nunca lhe faltaria um ninho quente para onde voltar nem umas asas protectoras para o defender das tormentas e das angústias diárias. Para ele haveria sempre uma palavra de conforto, um gesto de compreensão, um carinho. E aquele empurrão na hora de se aventurar pela vida.
Empurrão para fora do ninho, pois claro, que é necessário e faz parte da natureza.
Esse ninho quente onde agora estás, meu passarinho…
16 de Abril de 2008
Então foi assim: o papa e a mamã decidiram que estava na hora de fazer um ninho. Então, uniram as asinhas muito juntas, tão juntinhas que se sentia o calor dos seus corpos, assim, como se estivessem a namorar ou a contar um segredo bem secreto um ao outro e….. lá esta, saiu uma sementinha que ficou posta bem dentro da mamã como um tesouro.
O papá e a mamã não sabiam qual a forma do ovo, se seria colorido e oval ou se seria opaco e redondo. Também não sabia se iria ser um passarinho jovem, esbelto e reguila que se atiraria de frente para a vida ou se do ovo sairia uma águia altiva, se pescoço esguio e mente aberta, aquelas que sobrevoam alto e enfrentam as tempestades.
Também não imaginavam que do seu ovo poderia sair uma gaivota alva, de asas compridas, pronta para as marés e os marinheiros. E se fosse um piriquito… também não havia problema.
Há aves pequenas mas vivas, ágeis, alegres e que espraiam alegria à sua volta.
Nada disso importava. Seria uma ave forte, residente, bela, bondosa e de olhos a brilhar. Teria a inteligência emocional da mamã e a robustez de espírito e a sensatez prática do papa.
Nunca lhe faltaria um ninho quente para onde voltar nem umas asas protectoras para o defender das tormentas e das angústias diárias. Para ele haveria sempre uma palavra de conforto, um gesto de compreensão, um carinho. E aquele empurrão na hora de se aventurar pela vida.
Empurrão para fora do ninho, pois claro, que é necessário e faz parte da natureza.
Esse ninho quente onde agora estás, meu passarinho…
16 de Abril de 2008
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